quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um livro. Quer vender?


A Arte do ator. Da técnica à representação. de Luis Otávio Burnier é um trabalho de extrema importancia para minha pessoa. O autor, infelizmente já falecido, era um pesquisador, um acadêmico, enfim, não vou desenvolver muito sobre, pois, aos que escrevo, este post em em especial, conhecem, basta dizer que foi fundamental para o Lume Teatro de Campinas. Bom, desta obra tenho apenas uma cópia mal e porcamente tirada, o que faz com que venha através desta verificar se algum portador de tal livro, que por agruras do destino, da profissão, esteja necessitando de um dinheirinho, bufunfa, tem intenção de vender. TENHO INTERESSE. Caso não seja você o proprietário, mas conheça alguém que o seja...Que tal fazermos um trabalho de convencimento, uma barganha para que o coleguinha passe adiante essas páginas já esgotadas na editora. Afinal, conhecimento não deve ser passado adiante? De que vale se fechar em sua intelectualidade? Gostaria de promover também um abaixo-assinado para que o livro fosse reimpresso, seria ótimo. Mais atores poderiam adquirí-lo. Será que não há procura junto a UNICAMP? Bom, pe-pe-pessoal, é isso. Quero o livro. O livro de verdade. Cópia já bastam as minhas, que depois de tantos tempo resolvi encaderná-las. Mas não é o livro.

Brindem.
Paz.
Até.

terça-feira, 19 de maio de 2009

CIVILIDADE

Segundo o dicionário, e me ative à ele para que não houvesse dúvida, este substantivo é um conjunto de formalidades observadas entre si pelos cidadãos em sinal de respeito mútuo e consideração.

Quem quer respeito deve tratar a outros com tal.

O caso é que quando o cidadão compra um aparelho celular, com toda tecnologia disponível nestes - e pelo andar da carruagem ainda vamos longe neste objeto - simplesmente se esquece da palavra em questão, ou ainda, demonstra claramente nunca ter ouvido falar em tal substantivo.

Dia destes, em viagem a bordo do busão - trajeto: centro de São Paulo/bairro da zona oeste - um camarada resolve ouvir suas músicas, baixadas em seu espetacular aparelho de telefonia móvel, sem o auxílio de fones de ouvido. Resultado: todos dentro do transporte coletivo foram obrigados a compartilhar o seu gosto musical. E que gosto!

Não que todos devam apreciar os mesmos estilos que ouço, porém, vamos combinar?
Se o ato em si já denota falta de educação, a qualidade da programação era uma trajédia.

Ao ligar o telefone a execução tem início com as mais baixas qualidades musicais que americanos são capazes de realizar. Entenda, não sou do tipo que cuspo em algo apenas por ser made USA, aliás, no momento, ouvindo blues da pesada, tipo one bourbon, one scotch, one beer.
Eventual leitor, fiquei extremamente irritado. No entanto era só o começo. A seguir a biblioteca MP3 do colega dá início as mais brilhantes poesias musicadas que Regina Casé tanto gosta. Algo como: não sei o quê, XOTA DESCE, não sei mais o quê, PIROCA SOBE! E não acabou por aí. O show de horror, assim como a xota, ia descendo cada vez mais. Adiante o cidadão não contente em ouvir, começa a cantar, baixinho é verdade, mas para quem estava logo a sua frente, como este que escreve... A música (???) era de torcida de futebol. Dizia que são paulino já se borrava de medo e estavam indo atrás de palmeirense. Além de baixa qualidade a canção era instigante aos corações corintianos, estimulante. Além de fazer com que o colega cantasse dentro de um ônibus, quando em bando, haveria chacina entre torcedores.

Éh, eventual leitor, que viagem!
Nunca apreciei tanto chegar ao ponto final de uma corrida.
Enfim, mais uma vez pensei pra onde estão indo o povo brasileiro, nossa cultura musical e o convívio em sociedade.

Brindem por nós!
Paz!

Continuo com meus Blues.