terça-feira, 14 de abril de 2009

Meia entrada

Quando falamos em direito aos estudantes pagarem 50% do valor da entrada para assistirem aos shows, teatros, circos e etc, a priori parece correto, pois estaríamos falando de cultura a todos de forma democrática. No entanto, como ficam os produtores nessa história? Deixo claro aqui que sou a favor de uma melhor regulamentação sobre os preços abusivos de alguns espetáculos, isso quando os mesmos forem patrocinados por leis de incentivos fiscais. Neste momento falo em nome dos pequenos produtores, aqueles que constróem seus trabalhos com dinheiro do próprio bolso. Não teriam eles próprios direito de programar suas promoções? Pouca gente sabe ou se atenta para questões práticas, como por exemplo, o aluguel de uma sala de espetáculo. Você faz idéia quanto vale um aluguel num teatro da região central da cidade numa sexta, sábado e domingo a noite? Verdade é que, não existem mais temporadas que ocupam a semana toda, como antigamente - dizem - de terça a domingo. Não há público e não haveria dinheiro suficiente para pagar um aluguel de tantos dias. Há que se debater ainda muito sobre a questão. Mudanças na Lei Rouanet estão a caminho. É possível dar sua opinião sobre as mudanças. A meia entrada não está em discussão nesse debate. Mas há uma série de conversas sendo levantadas, também, sobre. Comissões de artistas vão ao Planalto Central, garantem que com uma cota de 40% aos estudantes e idosos o valor do ingresso cairia, e assim, todos se beneficiariam. Pergunto: quando há crise no abastecimento do petróleo, os combustíveis sobem nas bombas dos postos. Ao findar a crise e a distribuição volta ao normal os preços sofrem retrocesso, garantindo econimia ao consumidor?
Para encerrar gostaria de lembrar em um português bem "tosco" que, o que nossos governantes fazem garantindo meia entrada, nada mais é que o velho jargão "gozar com pau dos outros", pois se você pensa que governo algum restitui os 50% descontado... (me) sinto em dizer: ENGANO!

Paz.
Brindemos.