terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NA VÉSPERA

Desce firme, em perpendicular, o socador na mão do homem e quando atinge o chão já quase firme, ainda é possível ver a poeira saltar e ganhar altura. Os olhos do menino, que está nas pontas dos pés para conseguir enxergar, brilham em resposta aos baques. Cada um a mais é um a menos rumo ao fim da construção da cancha que será inaugurada na noite de amanhã. As pessoas da vila comentam a obra desde seu início. Há tempos o antigo espaço já não servia, estava degradado pela ação do tempo e dos próprios usuários que não o tinham como seu. Sua própria cancha. Sim, afinal, seu pai patrocinava a construção. O menino vira seu rosto rapidamente para se assegurar da presença de seu velho na obra. Certificado e seguro volta sua atenção à terra batida. Claro que todos poderiam jogar em sua cancha, já havia sido posto ao seu parecer as condições e motivos para que a obra fosse realizada, e outra, tinha habilidade para ganhar de qualquer morador que o desafiasse, sem se incomodar com idade, tamanho e menos ainda de cara feia. Sentia até um frio na barriga imaginando seu adversário de queixo caído ao assistir, no último arremesso, sua bocha tocando a do oponente, fazendo com que esta tomasse distância do bolim, no entanto, a sua derradeira tacada, a de mestre, fazia também com que a sua bola ficasse mais próxima do alvo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Salve, eventual leitor!
Algumas de cinema. Pra assistir e fazer.
Fique ligado em "CIDADÃO BOILESEN" de Chaim Litewski. Esse documentário foi vencedor do concurso de documentários "É tudo verdade". Volta à tona, sempre em boa hora, a tortura. Num país onde os torturadores do regime militar estão por aí tranquilamente, enquanto em outros países pagam pelo que fizeram...vale a pena. Tem trailer no youtub. http://www.youtube.com/watch?v=9TrocKiappo

Outra boa é que estão abertas as inscrições para o CLARO CURTA 2009.
Pesquise, informe-se, participe.

Brindem.
Paz.



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Marlene Bergamo/Folha Imagem


Não tem como passar em branco, até mesmo porque ficou bem escuro. O apagão mais uma vez caiu sobre nós. Óbvio que vamos ter que aturar explicações nulas, minimizando o problema que para muitos, certamente, não foi um micro incidente, mas...fazer o que?
Estava numa reunião de produção junto aos meus companheiros de grupo e, de repente, as luzes começaram a oscilar. Pensávamos ser algo local. Acendemos algumas velas (rsrsrs) e continuamos. Logo notamos que o buraco era mais embaixo. Celulares começavam a tocar mas não completavam ligações. Buzinas ao longe, próximas... No grupo algumas pessoas começaram a ficar apavoradas imaginando uma nova ação do PCC, . Mais mensagens e nada de conseguir mandar respostas. Decidimos encerrar nosso bate papo e ampararmos cada qual os seus que estavam, também no escuro, porém, em casa.
Impressionante como em casos como este o imaginário das pessoas alcança vôos largos. Deve ser a junção de escuro, imaginário e algumas coisas mais que trouxeram até nós tantos contos e "causos" fantásticos de nosso folclore.
À mim restou matar uma garrafa de vinho em casa e cair na cama, tendo a certeza que no dia seguinte, uma coisa era certa, tudo estaria claro novamente, ao menos durante o dia.
Agora, o que não esperava era a falta d'água. E aí entra a minha raiva contra quem diz micro incidente. Políticos tem o hábito de minimizar aquilo que eles deveriam zelar antes de zoar.
No entanto, quero salientar, eventual leitor, o quanto "bacana" é ver as fotos de Sampa sem luz, ou ainda, iluminada apenas pelos faróis dos carros. Sabe que chegou até a amargar o fato de não estar em alguma calçada, bem acompanhado, mais algumas garrafas de vinho e curtir, apenas curtir aquele momento, onde poderia rever São Paulo como era no passado, cadeiras para fora e um bom bate papo.

Brindem.
Paz

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Novo poster de Alice, de Tim Burton. Tudo para aguçar ainda mais a vontade. No site omelete.com há um link para uma página do facebook onde o Chapeleiro Louco convida os visitantes para um jogo. A estréia está prometida para 05 de março do próximo ano.

Brindem.
Paz.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Caiu o muro: 20 anos

Brindes
Paz

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

33º Mostra de Cinema

Salve, salve! Diga 33. Está na Mostra.

Who Do You Love?
Love the Blues!

Na Mostra procure pelo nome "Quem Você Ama", próxima sessão, sábado, 31, 16H30, HSBC Belas Artes. Direção: Jerry Zacks (As Filhas de Marvin).
O filme conta a história dos irmão Chess, imigrantes em Chicago nos anos 40 que investem suas economias num bar, onde lançarão os maiores nomes do Blues, como, Muddy Waters, Willie Dixon, Bo Didley, entre outros, e não é só isso, vão mais além criando uma gravadora. If you love the Blues, see this move.

Mais música na Mostra, eventual leitor.
"O Solista", de Joe Wrigth, hoje, 30, no cinema da Vila,19H40.
Neste a música é clássica. Com interpretações maravilhosas o filme surpreende. História muito bem contada. Por fim não é disso que se faz um bom filme. Boa história... bem contada. Um jornalista conhece um sem-teto com problemas mentais e fica fascinado com seu talento em tocar violino. Trava uma batalha intensa para tirá-lo das ruas.
Vale a pena.

Da mostra também conferi "Corações em Conflito", Lukas Moodysson. Gostei bastante. Infelizmente deste não haverá mais sessão.

É isso.
Brindem por nós.
Paz.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ficha Limpa

A idéia é simples: quando nos roubam ficamos puto, certo?
Não deveria ser diferente quando o ladrão são senhores e senhoras engravatados e que ocupam cargos públicos.
Muitos dizem: "mas quem colocou-os no poder foi o povo!"
Foi.
E daí?
Vai aí uma dica pra tentar ao menos minimizar a balbúrdia.
Entre no site www.mcce.org.br
Neste site é possível encontrar tudo sobre o Projeto Ficha Limpa. Já ouviu falar? Se não, deveria.
Tem outros tópicos também.
Vale a pena.
É preciso nos movimentarmos ao menos um pouquinho.
Tá fácil pra eles.
Fazem o que fazem e nunca acontece nada.
Isto tudo independe de simpatia partidária, vagabundo mamando nas tetas da nação deve ser banido, seja ele de qual partido for.
http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/2009/09/campanha-ficha-limpa.html

Brindem.
Paz!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tempo

Já tem um tempão que não escrevo nada por aqui. Toda vez que penso em postar, esbarro na foto anterior, passo algum tempo admirando e acabo desistindo de rabiscar algo. Ainda espero pelos efeitos do tempo. Este que dizem tão sábio - e é - ainda não levou ao longe os momentos difíceis que minha mãe passou nos últimos dias que por aqui esteve. Então, uso a oração de Caetano ao tempo:



És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

Brindem;
Paz.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Saudade

(com tanta saudade, minha mãe)

Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que surge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo meu sonhar

As asas da noite que surge
E corre no espaço profundo
Oh, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar

Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor

Acorda, vem olhar a lua
Que dorme na no espaço profundo
Querida, és linda e meiga
Sentir teu calor e sonhar

(Heitor Villa Lobos)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

SAIA DE PERTO DE MIM
ME DEIXE ROLAR
SUAS PRESAS, DE PERTO...
NADA A FALAR
TENHA SUAS VONTADES
ESQUEÇA AS MINHAS
FORME OPINIÃO
SUSTENTE SUA IRA
ATENÇÃO À QUEM MIRA
MINHA FLECHA DISTINTA
À TI DESCENTRALIZA
PROCURE TEU VÔO
PROCURE TUA PISTA


Brindem
Paz

segunda-feira, 10 de agosto de 2009


Algumas fotos de um encontro genial regado a cervas, muitos sons e papos apurados. Nesta última foto, dentro do estúdio, ainda bem que não escorregou o sabonete, não cabia mais uma alma se quer. Levamos uma versão de Seek and Destroy, sensacional! Remember!!!

Abraço.
Brindem.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fretados

Outro dia ao caminhar em direção a estação de metrô mais próxima de casa, num final de tarde desses que temos tido em Sampa nas últimas semanas, com aquele vento frio cortando a face (imagine, eventual leitor, quando careca), deparei-me com uma manifestação contra a proibição da circulação de fretados (ônibus) em algumas regiões da cidade. Haviam apitos, gritos empolgados, ônibus interditando a via, no entanto, era possível obsevar indivíduos, não menos afetados pela lei, que demostravam não comungar com aquele coletivo de engravatados mal humorados.
Passei como que invisível pelos manifestantes, mas a partir daí eles não passariam desapercebidos.

Acredito ser legítimo todo tipo de manifestação. Penso fazer parte do estado de direito desses órfãos dos fretados o manifesto contra a proibição, porém, e sempre há um, me chamou a atenção o perfil dos "caras-pintadas". Todos, sem exceção, se homens,terno, gravata, finos sapatos e, se mulheres, o equivalente.

Quando busco na memória referências para manifestações não são esses cidadãos que me vem à tona, mas sim, jovens, pessoas que carregam cara as marcas de uma vida menos abastada e que, constantemente, são chamados de arruaceiros. Em todo lugar, até na TV, é possível deparar com contrários que vociferam por terem seus direitos interrompidos devido aos "vagabundos".

Mas isso é apenas uma observação. À parte a briga de classes o que chapou meu cabeção foi o fato que, estes cidadãos não são comuns em manifestações que dizem respeito ao bem estar da população em geral. A merda tá rolando solta no Senado e ninguém move uma palha por isso. Nem um apito é possível ser ouvido. Agora, ser pego na porta de casa, desembarcar dentro do elevador do escritório, Ah!, isso sim é um bom motivo para uma revolução.

Não será esta mais uma ação para pensarmos o quanto nos tornamos individualistas?
Como conviver bem em cidades como São Paulo?
Qual é a nossa parte?

Brindem.
Paz!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Prêmio Shell

Confira abaixo a relação completa dos indicados do primeiro semestre do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo.

Autor
- Eduardo Ruiz por "Chorávamos Terra Ontem à Noite"
- Pedro Cesarino por "Raptada pelo raio"

Direção
- Francisco Medeiros por "Réquiem"
- Marco Antonio Rodrigues por "Querô, Uma Reportagem Maldita"
- Rodolfo García Vázquez por "Justine"

Ator
Eduardo Okamoto por "Eldorado"
João Miguel por "Só"

Atriz
Betty Faria por "Shirley Valentine"
Fernanda Montenegro por "Viver Sem Tempos Mortos"
Juliana Galdino por "Comunicação a Uma Academia"

Cenário
Daniela Thomas por "Viver Sem Tempos Mortos"
Simone Mina por "Raptada Pelo Raio"

Figurino
Gabriel Villela por "Vestido de Noiva"
Inês Sacay por "Réquiem"

Iluminação
Alessandra Domingues por "Raptada Pelo Raio"
Alessandra Domingues por "Só"
Rodolfo García Vázquez por "Justine"

Música
Bruno Perillo por "Querô, Uma Reportagem Maldita"
Daniel Maia por "Vestido de Noiva"

Categoria especial
- Cia. São Jorge de Variedades pela pesquisa e criação do espetáculo "Quem Não Sabe Mais Quem É, O Que É e Onde Está, Precisa Se Mexer"


Fonte: UOL

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Até tu...

Aí, cara pintada, isto sim é governabilidade.
Brindem.
Paz.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Domingão


Com direito ao leão da Metro assisti ao DVD do filme "12 homens e uma sentença", estrelado por Henry Fonda que, junto a uma patota da pesada, com interpretações exímias e cheia de detalhes, fizeram com que embarcasse legal na trama. Em uma sala de júri onze homens acreditam que o jovem, réu em uma acusação de assassinato do próprio pai, é culpado. A divergência vem do personagem de Fonda que acredita haver erros nos fatos do julgamento. O filme desenrola com os embates de opiniões contrárias, os quais fazem surgir preconceitos, mágoas, fragilidades e falta de respeito ao outro. Até aí,tudo normal, o roteiro é amarradinho (cara, o fileme tem quatro indicações ao Oscar) enfim... Legal é que o filme foi feito, praticamente, todo ele, em um cenário só, a sala do júri. Puta idéia! Vale a pena. Em tempo: é P&B.

Ontem estava bom para pegar uma tela, mal foi ter saído pra uma volta entre dois horários. Tarde pra sessão das 14, cedo pras 16. Papo vai e vem, cai aonde? Uma ampola geladinha, apesar do frio, algo pra esquentar o estômago, óbvio, perdemos a das 16. Lar. Doce. Razão dos 12 homens.

Brindem.
Paz.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Para completar.

...só para completar o post anteriror.

Mais do mesmo...

E Lula continua a dizer que o senado não pode ficar parado "por coisas menores".
Melhor ficar em silêncio em homenagem ao rei do pop,
Michael Jackson (1958-2009).


Brindem por ele, por nós...
Paz.

domingo, 21 de junho de 2009

Ser John Malkovich?

De verdade? Não. Se bem que John Malkovich é bem legal. Ator de primeira, daqueles que parecem guardar o estigma de artista. Cara de poucos amigos, persona de militante em pról do que acredita. Nem sei ao certo se é deste. Queria ser Iggy Pop. Este, segundo entrevista ao jornal Folha de São Paulo, queria ser Deus. A explicação de Iggy para isto é o melhor, tipo, todos temem, mas, ninguém tem acesso. Emprego melhor que este não haveria. Patrão supremo. Apesar de tudo que Iggy Pop passou nessa vida que, segundo biografia, não foi moleza, chegar aos 60, tendo sido líder dos Stooges, banda que influencia muitas outras há um bom tempo, e mantém cerreira solo ainda na ativa...deve ser bem legal. Tem trabalho novo do cara na praça. Mistura até bossa-nova.

Enfim, penso que figuras como Iggy, Keith Richards e tantos outros que levaram e levam a vida de forma nada regrada, no entanto, fazendo aquilo que acreditaram e acreditam, no caso deles a música, estão melhores (de saúde) que muitos que se preocuparam com futuro, $$$... Penso ser muito estranho essa justiça divina. Até que ponto não é conveniente aos rumos da vida o livre arbítrio? Tira das costa do patrão divino qualquer tipo de responsabilidade, depositando sobre as dos Homens, carga pesada.

Lembro que, quando pequeno, meus pais trabalhavam feito doidos. Daqueles que se atiram ao comércio e tornaram este no sentido de estarem vivos. Acumular fortuna (?), boa vida aos filhos, melhores colégios... Altos e baixos todos tem. Essa não é a questão. O fato é ver que no momento em que desviaram a atenção para suas vidas em particular, coisas básicas como dançar, encontrar com amigos, um passeio juntos, etc. vem o maldito destino e coloca barreira junto aos planos de felicidade tardia. Doença. Câncer.

Gostaria de encontrar Iggy Pop e perguntar:
Por que?

Brindem.
Paz.

Ouvindo The Stooges.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Eta, povo sem educação!

Pois é, eventual leitor, ontem, José Sarney, ele que está na vida pública a mais de cinquenta anos, ao discursar por mais de trinta minutos gaguejantes, disse a pérola: "...falta de respeito pelos homens públicos desse país." Disse também não poder ser julgado só pelo fato de ter indicado a netinha para trabalhar no gabinete de outro nobre senador. Afinal, tudo que já fez pelo seu bolso...digo, pelo país e pela casa tão pouco respeitada a qual preside mais uma vez.

Agora, o que fizeram esses tão nobres senhores do legislativo, e também do executivo e do judiciário, para cobrarem respeito ao povo brasileiro? Penso que quem deveria cobrar respeito do povo brasileiro é o próprio povo brasileiro. Marcelo Tas em seu blog descreve muito bem o por quê deveríamos cobrar mais do Senador Sarney(marcelotas.blog.uol.com.br), inclusive tem o vídeo de nosso nobre senador.

Motivo não nos falta.

Sou do ABC paulista, porém, não tenho idade para lembrar com clareza do início do movimento sindical que colocou à luz de nossa pátria amada o nosso atual presidente. Mas tenho memória suficiente para lembrar que em todo seu caminho percorrido para chegar ao "posto" ocupado desde 2002, este, também, nobre senhor, atirou muita pedra e fez muita balbúrdia contra a casa que hoje vem defender, dizendo que não sabe quem, mas seja lá quem for, este só quer desmoralizar nossa nobre casa legislativa, fazendo ataques contra homens que são qualificados a dirigir nosso não menos nobre país.

Acho tudo tão estranho.
Penso como é difícil brigar contra a máquina, seja esta qual for.
Uma coisa é certa: nunca mais teremos um presidente sindicalista, pois estes não existem mais.
A única chance de ainda termos será com um terceiro mandato de Lula, mas cá entre nós, até mesmo pela manutenção da tão sonhada democracia...melhor não, né?

Pense em seus colegas de trabalho, inclua-se, existe um elemento que ainda briga pelas ditas causas nobres?
Caso haja, melhor começar a fazer campanha já.
Ou melhor não?

Brindem!
Paz!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

QUE FELICIDADE!

O título original é "Happiness", o diretor é Todd Solondz, EUA, 1998, no Brasil (claro!) Felicidade. Filme que descreve pessoas interligadas fazendo um retrato, ora cruel ora divertido, de uma sociedade que está, no mínimo, doente. Eu acrescentaria na descrição da película: INQUIETANTE. No elenco, entre outros, Philip Seymour Hoffman (Capote). Vale a pena por mostrar indivíduos em estado de desespero, que a partir daí tomam atitudes absurdas colocando em evidência nossa fragilidade.

Indicação do camarada (do socialista!) Paulo (figura!) ou seria Waldemir, que na última quinta-feira junto com as respectivas, tomamos várias e mais algumas no SUJINHO, em Sampa. Papo vai, papo vem, perdi a conta de quantas caipirinhas tomamos.
Ao marcarmos nossos encontros sempre prometemos beber menos...doce ilusão.

Mas, de verdade, o que vale é isso. Bom papo, cervejas, caipirinhas...claro, com pouco açucar, e o conhecimento colocado em pauta.

Brindem por mim.
Paz!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Só para lembrar.
E já se passaram 20 anos.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um livro. Quer vender?


A Arte do ator. Da técnica à representação. de Luis Otávio Burnier é um trabalho de extrema importancia para minha pessoa. O autor, infelizmente já falecido, era um pesquisador, um acadêmico, enfim, não vou desenvolver muito sobre, pois, aos que escrevo, este post em em especial, conhecem, basta dizer que foi fundamental para o Lume Teatro de Campinas. Bom, desta obra tenho apenas uma cópia mal e porcamente tirada, o que faz com que venha através desta verificar se algum portador de tal livro, que por agruras do destino, da profissão, esteja necessitando de um dinheirinho, bufunfa, tem intenção de vender. TENHO INTERESSE. Caso não seja você o proprietário, mas conheça alguém que o seja...Que tal fazermos um trabalho de convencimento, uma barganha para que o coleguinha passe adiante essas páginas já esgotadas na editora. Afinal, conhecimento não deve ser passado adiante? De que vale se fechar em sua intelectualidade? Gostaria de promover também um abaixo-assinado para que o livro fosse reimpresso, seria ótimo. Mais atores poderiam adquirí-lo. Será que não há procura junto a UNICAMP? Bom, pe-pe-pessoal, é isso. Quero o livro. O livro de verdade. Cópia já bastam as minhas, que depois de tantos tempo resolvi encaderná-las. Mas não é o livro.

Brindem.
Paz.
Até.

terça-feira, 19 de maio de 2009

CIVILIDADE

Segundo o dicionário, e me ative à ele para que não houvesse dúvida, este substantivo é um conjunto de formalidades observadas entre si pelos cidadãos em sinal de respeito mútuo e consideração.

Quem quer respeito deve tratar a outros com tal.

O caso é que quando o cidadão compra um aparelho celular, com toda tecnologia disponível nestes - e pelo andar da carruagem ainda vamos longe neste objeto - simplesmente se esquece da palavra em questão, ou ainda, demonstra claramente nunca ter ouvido falar em tal substantivo.

Dia destes, em viagem a bordo do busão - trajeto: centro de São Paulo/bairro da zona oeste - um camarada resolve ouvir suas músicas, baixadas em seu espetacular aparelho de telefonia móvel, sem o auxílio de fones de ouvido. Resultado: todos dentro do transporte coletivo foram obrigados a compartilhar o seu gosto musical. E que gosto!

Não que todos devam apreciar os mesmos estilos que ouço, porém, vamos combinar?
Se o ato em si já denota falta de educação, a qualidade da programação era uma trajédia.

Ao ligar o telefone a execução tem início com as mais baixas qualidades musicais que americanos são capazes de realizar. Entenda, não sou do tipo que cuspo em algo apenas por ser made USA, aliás, no momento, ouvindo blues da pesada, tipo one bourbon, one scotch, one beer.
Eventual leitor, fiquei extremamente irritado. No entanto era só o começo. A seguir a biblioteca MP3 do colega dá início as mais brilhantes poesias musicadas que Regina Casé tanto gosta. Algo como: não sei o quê, XOTA DESCE, não sei mais o quê, PIROCA SOBE! E não acabou por aí. O show de horror, assim como a xota, ia descendo cada vez mais. Adiante o cidadão não contente em ouvir, começa a cantar, baixinho é verdade, mas para quem estava logo a sua frente, como este que escreve... A música (???) era de torcida de futebol. Dizia que são paulino já se borrava de medo e estavam indo atrás de palmeirense. Além de baixa qualidade a canção era instigante aos corações corintianos, estimulante. Além de fazer com que o colega cantasse dentro de um ônibus, quando em bando, haveria chacina entre torcedores.

Éh, eventual leitor, que viagem!
Nunca apreciei tanto chegar ao ponto final de uma corrida.
Enfim, mais uma vez pensei pra onde estão indo o povo brasileiro, nossa cultura musical e o convívio em sociedade.

Brindem por nós!
Paz!

Continuo com meus Blues.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cortem as cabeças!!!

O ditado tradicional diz "matar um leão por dia". Qualquer cidadão de bem, brasileiro, sabe muito bem o que isso quer dizer. Proponho uma nova regra: "matar um advogado por dia". O advogado é a escória da sociedade. Pensa contrário? O direito é todo seu, principalmente se és um deles. As leis foram feitas para que estes cidadãos façam o que bem lhes servirem. Fazem chacota com nossas caras. Vejam o fato. Você, cidadão de bem, contrata uma imobiliária para cuidar de seu único imóvel. Por motivos profissionais, você, o tal cidadão de bem, se vê obrigado a alugar a casa que é sua e alugar residência alheia para ficar mais próximo de seu trabalho. Num belo dia o seu inquilino deixa de arcar com o acordado, ou seja, não paga o aluguel. A tal imobiliária, vamos chamá-la, ficticiamente, de RV, aciona seu advogado para entrar com pedido de despejo. Após longo e tenebroso inverno, mais que isso, inverno, primavera, verão, consegue tirar os caloteiros de seu imóvel. Agora qual é o próximo passo, você pergunta, e o proprietário da RV diz que, "entraremos com um novo processo para reaver os alugués atrasados. Muito bom! Meses depois, muitos meses depois, sabe qual a notícia que você, cidadão de bem, recebe, através de uma carta do poder judiciário público desta merda deste país? Uma intimação para comparecer perante o juíz só que, pasmem senhores, como RÉU da ação. O escória da imobiliária alega que deve receber pelos seus honorários prestados pela a ção de despejo. Pergunto: se paguei porcentagem à imobiliária para efetuar o serviço de administração do imóvel, se fiquei sem receber os valores dos aluguéis por tantos meses, não estamos todos no mesmo barco e, cabe à consultora imobiliária correr atrás de quem realmente deve, para que este arque com todas as despesas, além do valor devido ao proprietário? Não, eventual leitor. Segundo uma advogada consultada, ele tem sim, o direito de cobrar da minha pessoa, devido a uma procuração feita pelo dono da tal RV, em posse do tal advogado. Pior é esse tal safado dizer que me cobrou vária vezes pelo serviço prestado. NUnca nem vi a cara do peste. Nunca se quer recebi um cartão de feliz natal do filha da puta. Agora, pra me colocar diate de um juíz ele sabia exatamente qual era o meu endereço. Fantástico, não senhores. Enquanto isso, o processo contra políticos que constróem palacíos, contra aqueles que sonegam muita bufunfa, contra aqueles que usam dinheiro público para viajar ao exterior com suas namoradas, mulheres, filhos e sogras, são arquivados por falta de provas. E alguém, ainda, quer me provar que vale a pena votar. Pau no cú de todos eles. Pau no cú de todos nós, que somos obrigados a viver nessa merda de sociedade, onde o presidente do senado diz que é apenas uma minoria que não presta, onde o delegado chefe de polícia diz que é uma minoria que é corrupta, onde uma maioria é semi alfabetizada por conta da inércia daqueles que, antigamente, eram do povo, bradavam por liberdade, saiam às ruas implorando democracia, só que, ao chegarem ao topo tão almejado, apenas dizem que, o período que dispõem para governar é pouca para as mudanças. Apenas gostaria de lembrar ao eventual leitor que, foram oito anos de FHC, o nove dedos mais popularesco da face da terra está chegando aos seu oitavo ano de mandato, e o povo brasileiro só levando na buzanfa.

Desculpem as palavras de baixo calão, mas não haviam outras.

Brindem, com pinga, por mim, por nós.
Ah, não esqueçam do golinho do santo! E do Mussum.
Só no forevis!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sábado, 02 de maio, tive a oportunidade de assistir ao espetáculo "ENCRUZILHADOS ENTRE A BARBÁRIE E O SONHO"no Centro Cultural São Paulo. Excelente! O premiado ator Esio Magalhães dá um verdadeiro show de interpretação. Só podemos aplaudir um trabalho tão digno. Diria que é uma verdadeira aula para qualquer ator. Infelizmente era o penúltimo dia do espetáculo, ao menos no CCSP. O nome da Companhia é Barracão Teatro, grupo Campineiro, de Barão Geraldo. Entre no site da rapaziada e verifique a agenda. Quem sabe eles não estaram perto de você, ainda que com outro trabalho. Sempre vale a pena conferir grupos que levam a pesquisa a sério. Posso garantir que "Julieta e Romeu" também é ótimo.

Então é isso.
Brindem por mim.
Não estou podendo brindar.
Gripado até o osso. Ao menoa não é suina (coitadinho do porquinho).

Abraço!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Meia entrada

Quando falamos em direito aos estudantes pagarem 50% do valor da entrada para assistirem aos shows, teatros, circos e etc, a priori parece correto, pois estaríamos falando de cultura a todos de forma democrática. No entanto, como ficam os produtores nessa história? Deixo claro aqui que sou a favor de uma melhor regulamentação sobre os preços abusivos de alguns espetáculos, isso quando os mesmos forem patrocinados por leis de incentivos fiscais. Neste momento falo em nome dos pequenos produtores, aqueles que constróem seus trabalhos com dinheiro do próprio bolso. Não teriam eles próprios direito de programar suas promoções? Pouca gente sabe ou se atenta para questões práticas, como por exemplo, o aluguel de uma sala de espetáculo. Você faz idéia quanto vale um aluguel num teatro da região central da cidade numa sexta, sábado e domingo a noite? Verdade é que, não existem mais temporadas que ocupam a semana toda, como antigamente - dizem - de terça a domingo. Não há público e não haveria dinheiro suficiente para pagar um aluguel de tantos dias. Há que se debater ainda muito sobre a questão. Mudanças na Lei Rouanet estão a caminho. É possível dar sua opinião sobre as mudanças. A meia entrada não está em discussão nesse debate. Mas há uma série de conversas sendo levantadas, também, sobre. Comissões de artistas vão ao Planalto Central, garantem que com uma cota de 40% aos estudantes e idosos o valor do ingresso cairia, e assim, todos se beneficiariam. Pergunto: quando há crise no abastecimento do petróleo, os combustíveis sobem nas bombas dos postos. Ao findar a crise e a distribuição volta ao normal os preços sofrem retrocesso, garantindo econimia ao consumidor?
Para encerrar gostaria de lembrar em um português bem "tosco" que, o que nossos governantes fazem garantindo meia entrada, nada mais é que o velho jargão "gozar com pau dos outros", pois se você pensa que governo algum restitui os 50% descontado... (me) sinto em dizer: ENGANO!

Paz.
Brindemos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


"Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (...). Quem não se arrisca não pode berrar."

Quando eu nasci
um anjo louco muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito louco, torto
com asas de avião
eis que esse anjo me disse
apertando a minha mão
com um sorriso entre dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
let's play that

Torquato Neto (1944-1972)


Conhece?
Pois, devia.
Conhece?!
Bom, não é?
Então brindemos.



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

YES WE CAN

Só se fala em outra coisa

BARAK POP OBAMA

Saúde
Brindem por mim

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os Engomados

Tá pra eles, como sempre. Eles que apresentam cortes finos e tecidos engomados e no rosto decalcam sorrisos brancos sobre a tez “botoxizada”. Mas são sempre eles. Os homens de terno (e gravata). Segundo Paulo Nogueira Batista Jr., diretor executivo no FMI, são os “bufunfeiros” (sensacional insígnia). Estes cidadãos preferem aparecer sustentando um belo copo de uísque xis anos, ao lado de suas esposas, quiçá, amantes, que portam elegantemente seus pró secos (com hífen ou sem; ah, reforma ortográfica) naqueles programas que ocupam horários madrugada a dentro, onde o próprio apresentador já é um similar, do que dar a cara à tapa em discussões que poderiam trazer algum benefício aos próximos. Entenda como próximos, eventual leitor, aqueles que almejam participar dos mesmos programas, mas também, aqueles que só necessitam manter a sua, muitas vezes, mísera renda mensal “prá modi pode viver”.  Sendo assim, quando necessário aparece sempre um representante. Evidente que este ocupa um lugar importante dentro desta seleta quiara. Aí me refiro ao senhor Paulo Skaf, presidente da FIESP, que bravamente mostrou a cara e proferiu: "Precisa ficar bem entendido que nós não estamos falando de garantia de emprego porque isso não está na lei do país e isso não está na competitividade do mundo. A estabilidade engessa e nós não queremos andar para trás". Bravo!  Se não está na lei de nosso país, então não há discussão. Como também não há contra argumento para a contabilidade fria destes cidadãos representados pelo gênio Skaf de que emprego é custo, portanto...

O que fico pensando, e peço desculpas por explanar aqui minhas divagações, é que, será que em nenhum momento na construção de uma sociedade como a brasileira, onde os homens de terno, nos últimos quase vinte anos, aumentaram substancialmente o patrimônio de suas instituições, vão conseguir enxergar o quanto este olhar só ao próprio umbigo os prejudica em outras situações do dia a dia. Insira nessas situações a violência, a degradação à cidade, a fuga do próprio níquel tão adorado.

O que certamente revolta o cidadão comum (sem terno e gravata), dentre estes, eu, é o fato de, quando a bufunfa tá rolando solta ninguém chama a gente pra dividir os lucros, no entanto, se há crise e, através dela, prejuízo, “Opa! Pessoal, somos um time, todo mundo vai ter que segurar um pouquinho a onda, o mar não tá prá peixe. Vamos socializar o prejuízo.” Prejuízo que advém de uma crise que eles mesmos criaram na ânsia cada vez maior pelo lucro. E vamos deixar claro aqui que toda essa corrida ao ouro teve a conivência de políticos graúdos, intelectuais ou metalúrgicos.

É triste. A situação que descrevo não é nova, todo mundo já conhece. Se buscarmos os livros de história então...lá estarão eles. Talvez não de terno e gravata, mas qualquer outra toga que os valha.

Mais triste ainda é ter a consciência que a eles nada vai acontecer, continuaram livres, leves e soltos. Já aos de baixo...

Garanta seu terno e gravata, ainda que pra ir aos casamentos dos loucos apaixonados.


Ouvindo: Justice for All (e todo Louva-Deus dos Forgotten Boys)

Não esqueçam, brindem por mim. Saúde.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Feliz 2009!

...que tudo que se realize, no blog que vai nascer.

Com os braços para o alto - e não era blitz - cruzados atrás da cabeça, com olhar vago e, por vezes, embaçado sobre a "zona" que cobria parte da mesa, que aliás, já deveriam estar guardadas em seus respectivos lugares - promessa antiga...de 2008 - , foi categórico: "As férias são uma merda!". Falou assim, na lata. " Se o cara não tem como viajar; se o cara tá alone ;  a grana tá nos impostos...". Franziu as taturanas que carregava sobre cada olho, e: "Férias?" " Que porra é essa?" Clicou numa pasta. Engraçado os símbolos que as indústrias desenvolvem para passar a mensagem desejada. Neste caso foram literais. Uma pasta, de onde sai uma mídia, um cd, e uma chave musical. Em instantes o velho e bom rock 'n roll começava a rajar as caixas integradas à máquina - aumenta que isso aí é rock 'n roll -  E não é que resolveu escrever. Pensou. Na sequência a pegada da batera ficou mais rápida. Socou seus punhos no ar como se à frente houvesse tons e tom-tons e finalizou a virada como John Bonhan em Moby Dick.  Um Blog. Isso mesmo. Criar um Blog. Por um instante exitou. "Tomara não tornar mais um diário virtual. Sendo assim interrompo a escrita rapidinho. Perder tempo."  - Olha que o dele estava sobrando - mas acredito que abriria mão de suas escritas em respeito ao eventual leitor. Imagine descrever aqui a montanha de porra nenhuma que o levou a criar esta página. Ainda bem que resolveu não explicar, também, os assuntos que podem se desenrolar nas páginas que, talvez, tenhamos a seguir. 

Saúde à todos.
Não esqueçam de brindar por mim.